11 de agosto de 2009

Em viagem a Ouro Preto pude visitar o Museu Casa Guignard e assim conhecer um pouco da vida e obra desse artista, cujo nome completo é Alberto da Veiga Guignard. O local foi mesmo a casa do artista no período em que morou na cidade.

Existe um projeto de digitalização e catalogação de suas obras, o Projeto Guignard, onde é possível conhecer e pesquisar um grande acervo que já está disponível no site. O projeto ainda se encontra inacabado.

Pequena biografia extraída do site do Projeto Guignard:

"Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ, em 1896 e morreu em Belo Horizonte, em 1962. Velado no Palácio da Liberdade, seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, cidade à qual dedicou grande parte de sua vida e obra.

Guignard estudou na Europa e, na década de 30, atuou intensamente no Rio de Janeiro. Em 1944, convidado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek, criou, em Belo Horizonte, a Escola que hoje tem o seu nome e pertence ao Governo do Estado.

Mudou, assim, as perspectivas da criação artística em Minas.

É considerado um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do século XX. Encantado pela paisagem das cidades históricas de Minas, especialmente Ouro Preto, mitificou o tema numa obra que se impôs ao respeito e à admiração do Brasil."

10 de agosto de 2009

Kunst Ja


Assistindo uma animação bonitinha sobre arte chamada "KunstBar" indicação de um amigo de um amigo, descobri duas coisas! Primeiro, que kunst é arte em alemão, portanto o filminho em minha tradução livre, chama-se "bar das artes". Depois, brincando de adivinhar o nome das obras e dos artistas que recheiam o vídeo, finalmente descobri o nome dA artista que criou aquelas aranhas gigantes que vi por Tokyo, Londres e São Paulo... E o nome dela é : Louise Bourgeois!! Que é uma artista francesa, vivinha da silva e quase completando o seu centenário.

Será que estou mesmo certa? Alguém conhece mais algum artista que faz esculturas de aranhas gigantes??

Pra mim a primeira vista as esculturas são pavorosas, como que saídas de um pesadelo ou filme de terror. Imagine deparar-se com uma aranha superdesenvolvida! Mas depois de chegar mais perto, andar por debaixo dela, passa-se a uma experiência completamente diferente, para mim lúdica, como se entrássemos em um cenário de filme! Pra quem não tem nada contra aranhas melhor ainda, porque passa direto para a fase divertida. : )


" The purpose of the pieces are to express emotions. My emotions are innapropriate to my size, my emotions are my demon... (Her work represents) not the emotions themselves it's the intention of the emotions. There are too much for me to handle that's why I transfer them. I transfer the energy into sculpture. This apply to everything I do. It has nothing to do with the craft. It has nothing to do with how to manage the materials... The subject of the artists are the emotions and the ideas. Both."

*ps: Um dia ainda colocarei minhas próprias fotos !!

3 de agosto de 2009

Inhotim

Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977, foto: Carol Reis

É um museu dentro de um parque ambiental, com obras a céu aberto perto de Belo Horizonte, numa cidadezinha chamada Brumadinho.

Seu acervo inclui obras contemporâneas de artistas nacionais e estrangeiros de produção na década de 60 até os anos mais atuais. O museu foi inaugurado em 2005, mas a coleção foi iniciada desde os anos 80.

Preciso visitá-lo na minha próxima visita a Minas Gerais!!

13 de junho de 2009

Exposição Vik Muniz

Pontos altos da exposição

- Desenhos feitos com arame: papel, substância física, desenho.
Sobre a escolha do material... "Lápis são como atores, bons atores não tem distinção entre ator e personagem. Arame são maus atores, as pessoas sempre ficam atentas ao meio de produzí-las."

-Série Monadas (Monads).
Pra começar, o que significa monada? Bem, é algo único, simples, que pode fazer parte de outros compostos, mas ela própria indestrutível, indissolúvel. Essa é a série composta por desenhos/esculturas feitas de brinquedinhos. Entende agora porque monadas?
Muito parecida com essa é a série Rebus. Onde imagens são formadas porém com brinquedinhos diversos.

"Você só é jovem uma vez na vida, mas isso pode durar a vida inteira" (V. M.)

-Série Earthworks.
A inspiração para esse trabalho foram as obras de earthwork, ou land art ou ainda earth art, que foi um movimento que emergiu nos Estados Unidos no final da década de 60 e início de 70. Era uma forma de protestar contra o mercade de artes. As esculturas eram feitas ao ar livre e sujeitas a intempéries, ou seja, eram efêmeras, portanto o que restou delas são apenas registros de vídeo e fotografia. Uns de seus maiores expoentes são : Robert Smithson (Spiral Jetty), Michael Heizer e Walter de Maria.
Nessa série ele brinca com as fotos dos desenhos simples e bobos feitos nas areias do deserto em tamanho gigante e outras em tamanho pequenos misturadas, convidando o espectador a distingui-las.

Uma coisa que chama a atenção é o grande senso de humor do artista. Pois vendo vídeos de entrevistas e workshops, você percebe o quanto além de criativo, sensível e inteligente ele é muito alegre e de bem com a vida!




5 de abril de 2009

Slumdog


Uma reportagem do Headlines Today chamou a música Jai Ho - vencedora do Oscar - de "o novo hino da Índia", referindo-se a Rahman como "lenda viva".

A trilha sonora é animada, mas prefiro a música clássica indiana. Bem melodiosa, com aquela interpretação de rasgar o coração, apesar de não entender uma palavra sequer da letra...

O filme é um pouco exagerado no quesito romantismo, principalmente o final, que é bem água-com-açúcar. Mas não deixa de ter um roteiro bem interessante!

http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/2009/02/090223_oscarindiagd.shtml

12 de janeiro de 2009

Made in China

Dois artistas me chamaram a atenção na exposição China: CONSTRUÇÃO - DESCONSTRUÇÃO que acontece no MASP. São ao todo 45 obras de 16 artistas chineses.

Um deles é o fotógrafo Wang Qingsong, constrói cenários e produz fotos de teor crítico, em relação ao consumismo, ao capitalismo disfarçado, e os males da sociedade em geral. Atola o pé na estética kitsch.


Outro artista é Xiong Yu. "Pintor de formação clássica pode se libertar do realismo social para criar uma linguagem artística própria respaldada em seres provenientes de um universo surreal. Estas criaturas surgem de seu imaginário como andrógenos e mais recentemente como caracteres do zodíaco a fortalecer e ressaltar a crença do povo chinês. Os protagonistas emergem repletos de simbologia, leveza e metáforas, dando visão à individualidade espiritual da sociedade, a qual se viu por décadas presa em estereótipos de poder, a demarcar o comportamento humano sem criar vazios para o imaginário. Esse ressurge na obra de Xiong Yu como um ser autônomo e onipresente". (Não me recordo a fonte!! Foi mal...)

31 de outubro de 2008

Neotropicalia - When Lives Become Form





Fachada do Museu de Artes Contemporânea de Tokyo agraciada com obra da brasileira Beatriz Milhazes





Tão triste falar de uma exposição que você não foi, ou como é o caso, não vai poder ir. Mas tentando deixar a tristeza de lado, vou falar desta que começou no dia 22 de outubro e vai até 12 de janeiro chamado Neotropicalia - When Lives Become Form no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio.

Bom, a Tropicália tem dado o que falar nos últimos tempos porque vez ou outra a gente sempre ouve falar de uma exposição aqui e outra ali, por um lado é bom porque acaba trazendo visibilidade também para outros artistas brasileiros da atualidade. Porque uma hora é o Helio Oiticica exposto em Londres, depois OsGemeos e Nunca que pintam a fachada do Tate Modern... Muito bacana!! Mas acho que essa expressão já está ficando um pouco amarrotada, tropicália... Parece que querem nos enterrar na tropicália quando ao contrário, acredito que evoluímos através da tropicália. Por isso acho um tanto quanto equivocado esse título Neo-Tropicália, devia ser algo como Do Brasil- Tropicália e Muito Mais, ou Da Tropicália ao Atropical...

Acho tão falsa essa imagem, parte por culpa nossa, eu sei, de que moramos num país tropical abençoado por deus e bonito por natureza... Mas que beleza!! E que somos só cores saturadas!! Aqui não existe só o Carnaval, caramba!!

Bom, mas a seleção dos artistas é bem interessante!! Vai desde o criador do tropicalismo Helio Oiticica, junto com as suas contemporâneas Lygia Pape e Clark, Arthur Bispo do Rosário, entrando no campo da arquitetura com Lina Bo Bardi, Ruy Othake e também Tomie, indo para os designers de moda Isabela Capeto, Ronaldo Fraga, Jun Nakao, passando por Vik Muniz, Beatriz Milhazes e chegando nos artistas de rua, osGemeos, sendo ao todo 27 artistas.

É uma miscelânia incrível de diversas formas de manifestações artísticas da atualidade mas que propositadamente leva os espectadores a se encantarem pelo poder das cores vibrantes. Bom, o que eu quero dizer é que a nossa cultura é diversa e difusa e muito mais rica do que rotulam pelo mundo afora, tendo cada artista a sua peculiaridade!!

O site do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio é triste de ver, por isso o site da exposição é bem mais atraente!!